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Deficiência no ambiente de trabalho

Como resultado, os líderes de RH também devem planejar e executar estratégias de pessoal alinhadas com as necessidades empresariais atuais e futuras. Ele vê suas descobertas sobre este tópico e o futuro dele.

Nem todas as deficiências são visíveis, e algumas podem ser mais difíceis de compreender do que outras.

No que diz respeito à deficiência nas empresas, as coisas parecem estar indo na direção certa. Mesmo que a cota de 6% de colaboradores com deficiência imposta pela lei não seja aplicada em todos os lugares, vemos um compromisso real por parte das empresas. Em particular, elas adotam boas medidas de apoio em caso de deficiência permanente ou temporária. Acredito que os funcionários estão melhores e que a questão, para o empregador, agora vai além de uma simples questão de compensação financeira. De maneira mais geral, levar a deficiência em consideração contribui para uma política global de diversidade. É claro que podemos sempre fazer melhor, mas as condições para o sucesso estão sendo estabelecidas.

O ponto fraco com relação a esse tema tem a ver com o treinamento. Para uma melhor inclusão e integração, um nível de compreensão deve se tornar o principal foco de melhoria. Existe ainda uma lacuna entre a oferta de habilidades e as necessidades das empresas que resulta em colaboradores com deficiência que sofrem por falta de treinamento. Uma solução ideal para isso seria dar tanta atenção à reabilitação física quanto a se ela é feita com a reciclagem ou treinamento dos funcionários, pois isso é muito necessário para um futuro profissional de (re)integração.

A situação é a mesma para todos os tipos de deficiência?

Em geral, quando se trata de treinar colaboradores com deficiências físicas, estamos indo na direção certa. Por outro lado, esforços ainda devem ser feitos no que diz respeito às deficiências não visíveis e, em particular, às doenças psicológicas. A adaptação de uma estação de trabalho a um cadeirante não é um problema no momento. Entretanto, ainda existe um tabu sobre doenças mentais. Na verdade, isso levanta os mesmos medos e equívocos que podiam ser observados sobre a deficiência física há vinte anos - será que estamos a começar a ver o panorama geral?

Ainda existem muitos preconceitos coletivos que criam bloqueios no nível corporativo. Isto é particularmente verdade para colaboradores em depressão ou que retornam ao trabalho após um burnout. Ainda há coisas que não queremos ver. Prova de que o caminho ainda é longo: ninguém se ofende com o fato de algumas empresas ainda praticarem testes psicológicos para cargos de escritório, por exemplo. Mas continuo esperançoso porque vejo um bom caminho percorrido com relação às deficiências físicas. Há um trabalho de reflexão a ser feito e aprofundado sobre o assunto, mas que também vai muito além da empresa.